31/10/2009

APRENDENDO A SER BAIXISTA 2

Par se tornar não apenas um bom baixista, mas um bom músico em geral, é preciso que você saiba onde estão cada nota do instrumento, para isso eu coloquei abaixo uma foto do braço e suas notas maiores.
As notas ditas intermediárias (#: Sustenido e b: Bemou) deixarei para explicar no momento certo.
Decore-as pois senão vai ficar totalmente perdido na hora de tocar com alguem.


E dando sequencia a postagem anterior vamos exercitar os dedos em suas respectivas casas.
Este exercicio não é para agilidade porque  isso virá depois, agora quero apenas que treine posicionar os dedos da mão direita nas casas e o dedo da mão esquerda nas cordas, isso para os destros é cláro.
Quero com esse exercício que você sinta as aberturas dos dedos nas casas e se familiarize com a distancia das cordas tanto no braço como na mão direita, se tornando um movimento instintivo.
Por tanto lebrar nunca é demais;
Dedos da mão direira:     Dedo 1 - Casa 1 / Dedo 2 - Casa 2 / Dedo 3 - Casa 3 / Dedo 4 - Casa 4
Dedos da mão esquerda: Dedo 1 - Casa 1 / Dedo2 - Casa 2 /  Dedo1 - Casa 3 /  Dedo2 - Casa 4.
Use somente a corda E (Mi) para este exercicio.
Faça isso quantas vezes achar nessessário, e preferencialmente começando a sequencia pela casa 1, depois inicie pela casa 5, depois pela casa 9, pela casa 13, casa 17 e casa 21. Na sequencia faça o inverso começando pela casa 21, 17, 13, 9, 5 e finalmente pela casa 1.
Repita todo esse processo na corda A (Lá), ao terminar repita o mesmo na corda D (Ré) e finalmente na corda G (Sol).
Observação: Se seu braço for de escala menor, vá até onde der. Geralmente até a casa 9.

27/10/2009

APRENDENDO A SER UM BAIXISTA.

A decisão de se tornar um músico, pode ser por uma escolha opcional, ocasional ou instintiva. Mas escolher ser baixista é uma vocação.
Muitos escolhem o contrabaixo na ilusão de ser mais faceou por ter apenas quatro cordas, porem para ser baixista tem que haver muito mais do que ego, tem que ter talento e ser, contudo mais sensível que a maioria dos músicos com quem vai tocar, principalmente se for uma banda de Rock, pois é o baixista que segura as pontas para que os guitarristas se exibam em suas performances muitas vezes questionáveis.
Quando eu estava aprendendo sobre o assunto, achei por bem ver como os baixistas famosos tocavam e quais eram seus instrumentos e acessórios. Deparei-me com caras como Stanley Clarke, John Entwistle, Tony Levin, Robbie Shakespeare e muitos outros falando de suas cordas e polegadas, amplificadores e seus ganhos e efeitos, pedaleiras... Em fim. Isso me deixou assustado, pois era muita informação e tecnologia para aprender com os “Mestres”.
Porem a luz veio por intermédio de Paul McCartney, ao ser indagado qual corda usava, ele respondeu assim: “Não sei dizer honestamente.”. - Amplificadores e efeitos: “Pra mim essas coisas são apenas veículos. São coisas bonitas e gosto delas, mas não quero saber muito sobre isso.”.
Bingo! Era isso que me atormentava em ser músico, saber que não bastava ter talento, mas também vasto conhecimento tecnológico. E Paul na sua simplicidade de MESTRE me mostrou que quando se tem talento o resto é detalhe. Não precisa ficar justificando ferramentas que usa e para que a use, como se isso fosse o mais importante, pois o que realmente importa é ter “Feeling”.
E ser baixista é isso! Ter a sensibilidade. Por que com ela você consegue todos os resultados independentemente de veículos que possua.
Não tente querer saber tudo, pois é impossível. Aconselho a escolher um estilo e ficar nele para que se torne realmente bom, seja ele: Blues, Jazz, Samba ou qualquer outro.
Quando estiver desenvolvendo técnica, não tente copiar os outros, mas aprender como eles desenvolveram as suas próprias técnicas e fazer o mesmo, pois é isso que diferencia baixistas com Paul McCartney, Jaco Pastorius, Geezer Butler, John Paul Jones etc. dos demais “simples mortais”.
Pra encerrar quero dizer para você. Siga seus instintos e procure não seguir todos os conselhos alheios, por que eles nem sempre vão servir pra você.
Seja você mesmo e conseguirá o que almeja: Luz Própria.

CONHECENDO O INSTRUMENTO


Questões Técnicas, Específicas Para A Mão Esquerda

Lembre-se sempre de manter os dedos perpendiculares (formando um ângulo de 90º com o braço do instrumento) ao braço do baixo, pois o caminho aos diversos pontos da escala será mais fácil. Experimente tocar uma linha de baixo qualquer ou uma frase que você conheça, ou ainda "caminhar" no braço do instrumento com os dedos deitados, e logo em seguida faça a mesma coisa com os dedos perpendiculares ao braço. Notou a diferença?
Agora tente atingir o máximo de casas com o indicador (dedo um) na primeira casa, e o mínimo (dedo quatro), estando os dois dedos inclinados. Agora repita o processo com os dedos na posição correta. Ficou muito mais fácil não é?
Vamos a alguns exercícios para independência dos dedos da mão esquerda. Antes de começar, vamos a algumas explicações sobre os exercícios:
Os exercícios são para independência dos dedos, não para velocidade. Trataremos de velocidade em outro capítulo porque não adianta querer correr sem aprender a andar.
Portanto, execute-os de forma lenta e constante, para que a sua mente se "acostume" a eles e conseqüentemente fiquem mais familiares aos seus dedos.
Se você errar, volte do princípio.
Caso não tenha um metrônomo, providencie um o mais rápido possível, e enquanto você espera chegar bata o pé em ritmo constante enquanto faz os exercícios.
Lembre-se de alternar os dedos da mão direita para cada nota tocada com a mão esquerda. Por enquanto utilize apenas o dedo indicador e médio (dedos 1 e 2) da mão direita.
Use um dedo da mão esquerda para cada casa.
Dedos: Dedo indicador   1 | Dedo médio   2 | Dedo anelar   3 | Dedo mínimo  4.